TECNOLOGIAS ASSITIVAS E INFOTMÁTICA - FERRAMENTA FACILITADORA DA INCLUSÃO NAS ESCOLAS E NA MELHORIA DE VIDA DO DEFICIENTE
RESUMO:
Como hoje é visto e quais são os recursos que temos sobre Tecnologia Assistiva e como esses são utilizados, já que “é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas - CAT).
Palavras-chave: tecnologia assistiva, recursos para deficientes nas escolas, tecnologia de inclusão.
ABSTRACTY: As today is seen and what resources we have on Assistive Technology and how these are used, since "it is an area of knowledge, feature interdisciplinary, encompassing products, resources, methodologies, strategies, practices and services that aim to promote functionality related to the activity and participation of people with disabilities, disability or reduced mobility, seeking autonomy, independence, quality of life and social inclusion "(ATA VII - Committee on Technical Assistance - CAT).
INTRODUÇÃO:
Este artigo tem a finalidade de abordar e mostrar algumas ferramentas utilizadas na educação para os alunos deficientes. O tema “Inclusão Social” e “Tecnologia Assistiva” estão cada vez mais em pauta neste novo século. Isso reflete o desejo de igualdade que a sociedade busca, e um dos meios de conquistá-la é através da luta e pela prática da Justiça. Para isso é necessário que também estejamos bem informados, principalmente a respeito dos nossos direitos e deveres, base fundamental para a construção desta tão sonhada igualdade que almejamos.
Nas questões que envolvem as pessoas com deficiência os desafios neste sentido são ainda maiores. O ultimo censo do IBGE revelou que temos nada menos que 45 milhões de cidadãos com algum tipo de deficiência ou com mobilidade reduzida em nosso País. Uma população do tamanho do Estado de São Paulo.
O Brasil é o país da diversidade. Ela está em nossa cultura, música, arte e em nosso povo, nos dá identidade, nos faz especiais. Somos mais de 190 milhões de brasileiros, cada qual com características únicas. Ao mesmo tempo, a igualdade é um dos nossos direitos fundamentais, garantido pelo artigo 5º da Constituição. Por isso, devemos ver as pessoas com deficiência como mais uma manifestação da nossa diversidade.
A Constituição Federal do Brasil, instituída no dia 5 de outubro de 1988, assegura o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento e a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos.
“todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade”
Artiigo 5º da Carta Magno
TECNOLOGIA ASSITIVA (TA)
Tecnologia Assistiva (TA)é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover Vida Independente e Inclusão.
RECURSO DE TECNOLOGIA ASSITIVA
Os Recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob medida utilizada para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Os Serviços são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos.
Recursos podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente.
Serviços são aqueles prestados profissionalmente à pessoa com deficiência visando selecionar, obter ou usar um instrumento de tecnologia assistiva. Como exemplo, podemos citar avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos. Os serviços de Tecnologia assistiva são normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas, tais como: Fisioterapia, Terapia ocupacional, Fonoaudiologia, Educação, Psicologia, Enfermagem, Medicina, Engenharia, Arquitetura, Design e Técnicos de muitas outras especialidades.
Encontramos também terminologias diferentes que aparecem como sinônimos da Tecnologia Assistiva, tais como “Ajudas Técnicas”, “Tecnologia de Apoio“, “Tecnologia Adaptativa” e “Adaptações”.
F123 LANÇA NOVO SOFTWARE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
O Brasil tem 6,5 milhões de pessoas com baixa visão e 506 mil cegos, segundo o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dentro desse contexto, um número significativo delas tem dificuldade de lidar com tecnologia.
Para diminuir esse problema, o F123, negócio social que desenvolveu um software de baixo custo para inclusão de deficientes visuais -- a que mais atinge os brasileiros (23,9%)--, lançou uma nova versão com dicas para principiantes.
"Parte do nosso desafio está focado no usuário, por isso fizemos essa atualização com mais apoio técnico e também capacitação", diz o empreendedor social Fernando Botelho, sociólogo criador do programa e vencedor do Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro 2012.
A nova versão conta com menu simplificado, que contém aplicativos básicos e atalhos mais usados, versões atualizadas de todos os aplicativos, como leitor, ampliador de tela, navegador web e aplicativos do pacote Office, e ainda sistema de capacitação a distância para apoio nos cursos presenciais.
O programa, disponível em português, inglês e espanhol, tem como potenciais clientes 35 milhões de pessoas com deficiência visual. Criado para ajudar esse público a desenvolver atividades no ambiente de trabalho e na escola, o F123 tem o custo de R$ 250 a R$ 350, enquanto os programas tradicionais custam de R$ 1.600 a R$ 4.500.
Além do preço e da versão mais acessível, o F123 também tem outro diferencial. O programa pode ser instalado no computador e também no pen-drive. Dessa forma, a pessoa nem precisa ter seu próprio computador para usá-lo. Basta levar no pen-drive e instalar onde quiser.
LEIS COMPROVAM OS DIREITOS DOS DEFICIÊNTES
Algumas leis que garantem o direito de todos á educação inclusiva:
-Convenção Internacional sobre os direitos das pessoas com deficiências;
-Constituição Federal da Republica, principalmente os artigos 6º, 205, 206 e 208;
- Lei 9.394/1996 – artigo 24 e 44 (estabelece as diretrizes e bases da educação nacional);
-Lei 7.853/1989 – artigo 2º, 8.112/1990 (que prevê como CRIME a recusar de suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, em razão de sua deficiência – artigo 8º, I);
-Código Penal, artigo 246 (os pais que não matricularem os filhos em idade escolar no ensino fundamental cometem o crime de abandono de intelectual)
A Lei nº 1038, essa lei cria a primeira Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Brasil.
A disseminação do conceito de “Acessibilidade”, como ampliar o Decreto 5296/04 que tem a finalidade de fazer com que todos os municípios façam e desenvolvam planos de acessibilidades em espaços públicos.
Hoje também os projetos de habitações apoiado e desenvolvidos, sejam estes pela União e/ou pelos Estados, devem seguir uma padronização aonde as edificações devem ter acesso a cadeira de rodas, estrutura para locomoção também de deficientes visuais ou com dificuldades de locomoção.
O Governo Federal e Estadual vem cada vez mais investindo em TA, com concessões de órteses e próteses, habilitação acessível, transporte e entorno acessíveis, escola acessível, Bancos Federais e Estaduais que possibilitam linhas de credito para a compra de equipamentos de TA.
Entretanto, existem as leis que dá prioridade aos deficientes, porém, o Estado não tem condições necessário para oferecer esse suporte a todos que necessitam, seja por morosidade do sistema, ou por falta de investimento dos governantes.
TA NAS ESCOLAS E SUA RELAÇÃO COM O PROFESSOR
As leis foram feitas para serem cumpridas e respeitadas, porém, a grande maioria das escolas da rede pública do Brasil não está equipada para receber o aluno Estudantes Público-Alvo da Educação Especial (EPAEE) na sala de aula. Seja, por falta de equipamento ou por falta de mão de obra, pois são poucos educadores que tem especializações nesta área. Muitas das vezes o aluno EPAEE é matriculado em uma escola e esta não tem nenhum suporte para fazer com que ele se sinta incluído no ambiente escolar. Relatos de professores que dizem não saber como trabalhar ou como realizar atividades com os alunos EPAEE são fortes e também comovente, pois o professor no uso de sua função de educar não quer deixa-lo para trás em relação aos outros alunos não deficientes.
Existem, programas do MEC e das Secretarias Estaduais da Educação por todo o Brasil, para preparar professores a receber e como trabalhar esse aluno EPAEE, porém, a grande maioria do professorado brasileiro é mal remunerado, e precisando trabalhar às vezes em dupla jornada para poder sobreviver, justificando assim a falta de tempo e interesse por especializações na área.
Porém, acompanhando o processo de mudanças, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001, no artigo 2º, determinam que:
Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educando com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).
RECURSOS DE TA NAS ESCOLAS
Atualmente, a sociedade do conhecimento, como é denominada por diversos autores, utiliza o computador para trabalhar, ter lazer, adquirir informação, para uso domestico e para obter conhecimento. E no contexto educacional, não poderia ser diferente, pois por meio dos recursos que o computador disponibiliza aos seus usuários, as atividades pedagógicas também podem ser realizadas, buscando aprimorar e auxiliar a construção do conhecimento.
Desta forma, destacamos o uso do computador na educação que busca agilizar as diversas atividades que podem ser realizadas ao longo do dia-a-dia escolar. Pais (2008, p.29) afirma que:
[...] A inserção dos recursos tecnológicos da informática na educação escolar pode contribuir para a melhoria das condições de acesso à informação, minimiza restrições relacionadas ao tempo e ao espaço e permite agilizar a comunicação entre professores, alunos e instituições. Além disso, torna-se possível trabalhar com softwares específicos para todas as disciplinas.
O Banco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE) - é um espaço onde o professor poderá encontrar diversos tipos de Objetos educacionais (OE), vídeos, imagens, músicas, sugestões de aulas e etc. Os Objetos Educacionais (OE), pode ser definido como sendo,
"... um recurso pedagógico que visa auxiliar, subsidiar e aprimorar o processo de ensino e aprendizagem e pode ser utilizado por alunos e diferentes profissionais ligados à Educação". Tarouco (2003)
Entre os OE podemos encontrar, por exemplo, Vídeos, Simulações e Objetos de Aprendizagem (AO) – ou seja, recursos que podem se adequar significativamente aos diversos momentos da prática pedagógica.
Já os OA são softwares educacionais que podem ser utilizados na escola, como recurso pedagógico para desenvolver determinados conteúdos conceituais de forma atrativa, dinâmica e muitas vezes lúdica.
Existem alguns recursos de acessibilidade e softwares que são construídos com o objetivo de contribuir, facilitar ou ampliar as possibilidades de igualdade de oportunidades para EPAEE, que são:
DOSVOX é um sistema para microcomputadores que se comunica com o usuário através de síntese de voz, viabilizando, deste modo, o uso de computadores por deficientes visuais, que adquirem assim, um alto grau de independência no estudo e no trabalho.
O Mecdaisy possibilita a geração de livros digitais falados e sua reprodução em áudio, gravado ou sintetizado. Apresenta facilidade de navegação pelo texto, permitindo a reprodução sincronizada de trechos selecionados, o recuo e o avanço de parágrafos e a busca de seções ou capítulos.
Teclado Amigo é um conjunto de diversos programas que visam permitir o acesso ao computador por pessoas que não poderiam controlar efetivamente o teclado e o mouse devido a limitações físicas.
HagáQuê foi desenvolvido de modo a facilitar o processo de criação de uma história em quadrinhos por uma criança ainda inexperiente no uso do computador, mas com recursos suficientes para não limitar sua imaginação. E, como resultado do crescente uso por pessoas com deficiência, o software vem passando por um processo de reformulação visando melhorar sua acessibilidade.
RECURSOS DE ACESSIBILIDADE DO WINDOWS este é um recurso em que você pode manusear os recursos de acessibilidade que o sistema operacional Windows oferece. Vale a pena conhecer.
Boardmaker, que usa recursos de Comunicação Alternativa (CA) para criação de pranchas de comunicação. Este é um software que vem sendo bastante disponibilizado nas SRM, no entanto, ele ainda não é um software livre, sendo assim, é comercializado e não há como fazer download pela Internet, pois seu acesso se dá apenas com o CD de instalação.
Existem outros endereços na internet que o professor poderá estar buscando informações de como trabalhar atividades e quais são os objetivos, o “rived” é um programa da Secretaria de Educação a Distância - SEED, que tem por objetivo a produção de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de aprendizagem. Tais conteúdos primam por estimular o raciocínio e o pensamento crítico dos estudantes, associando o potencial da informática às novas abordagens pedagógicas.
SALA DE RECURSO MULTIFUNCIONAL
De acordo com a definição proposta pelo Comitê de Ajudas Técnicas (CAT), tecnologia assistiva é:
"é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.” (CAT, 2007)
A tecnologia assistiva é um recurso ou uma estratégia utilizada para ampliar ou possibilitar a execução de uma atividade necessária e pretendida por uma pessoa com deficiência. Na perspectiva da educação inclusiva, a tecnologia assistiva é voltada a favorecer a participação do aluno com deficiência nas diversas atividades do cotidiano escolar, vinculadas aos objetivos educacionais comuns. São exemplos de tecnologia assistiva na escola os materiais escolares e pedagógicos acessíveis, a comunicação alternativa, os recursos de acessibilidade ao computador, os recursos para mobilidade, localização, a sinalização, o mobiliário que atenda às necessidades posturais, entre outros.
RERCURSOS DE TA NO ESPORTE NAS ESCOLAS
O comitê de Apoio ao Paradesporto foi instituído no âmbito da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência pelo Decreto nº 53.603 de 23 de outubro de 2008. Estabeleceu como principal incumbência a elaboração, acompanhamento e avaliação do Plano de Ação Paradesportivo do Estado de São Paulo e quer assegurar o direito de participação das pessoas com deficiência nas atividades de esporte e lazer oferecidas no Estado.
Entretanto, as escolas públicas em sua maioria que recebem alunos EPAEE, mas não tem nenhum tipo de recursos para trabalhar o desenvolvimento motor deste. Em aulas de educação física o aluno EPAEE fica no canto da quadra de esporte, sem nenhuma participação ativa na pratica esportiva.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O termo tecnologia educacional e assistiva remete ao emprego de recursos tecnológicos como ferramenta para aprimorar o ensino. É usar a tecnologia a favor da educação, promovendo mais desenvolvimento socioeducativo e melhor acesso à informação.
O grande aparato que traz inúmeros benefícios sociais e educacionais é o computador. Incorporá-lo aos processos pedagógicos é o que podemos chamar de informática educacional. Com o computador, vem o mundo cheio de possibilidades da internet que, bem utilizada, pode facilitar demais o aprendizado de qualquer conteúdo ou matéria escolar. A internet pode levar o aluno a lugares aonde, talvez, ele jamais chegaria, ou não tão rapidamente; propicia o acesso a bibliotecas internacionais, pessoas de outras culturas, outras línguas, ilustrações de mapas, países, vídeos sobre o passado e até sobre o futuro.
Essa dinâmica provoca e estimula o aluno a querer mais. O começo é de e-mails, chats, pesquisas básicas. Depois, com a ajuda fundamental dos professores, eles podem avançar para jogos educativos, uso de softwares educacionais, redes sociais específicas, salas de aula virtuais. Em escalas superiores, é possível falar em cursos à distância. Não falta opção quando falamos em tecnologias educacionais. Com elas, a curiosidade é aguçada e os caminhos ficam bem mais acessíveis. Neste sentido, faz-se necessário rever os conceitos da educação inclusiva, pois ela é o principal alicerce para o desenvolvimento social das pessoas com deficiência. Entretanto se deve ressaltar que deixar um aluno com necessidades educativas especiais em uma sala regular e não atender as suas necessidades, não é inclusão, pois as dificuldades existem e quando passamos a observá-las de forma crítica o trabalho, pode ser mais bem planejado.
Portanto é essencial que o poder público, federal, estadual e municipal encare os problemas referentes à educação para todos de frente, não como um favor a nós e sim como uma obrigação para todos, obrigação esta que deve ser cumprida.
Sabe-se que tratar de Inclusão Escolar de fato ainda é divergente, não se tem um único método, ou formula para ter êxito no que tange a proposta inclusiva. Propor medidas, conceitos e reavaliações educacionais sobre como ensinar e como aperfeiçoar os docentes para esse tipo de educação torna-se a ferramenta imprescindível ao alcance dos objetivos que a escola inclusiva propõe ao aluno deficiente.
Muitas cidades brasileiras, principalmente as grandes capitais, já desfrutam da Tecnologia Educacional para o Ensino Público. Porém, o avanço da tecnologia educacional no Brasil encontra ainda alguns obstáculos como falta de estrutura das escolas, dificuldade no acesso a essas novas tecnologias, e até a falta de preparo de gestores e dos próprios professores.
Para impulsionar o sistema público de ensino na busca por mais tecnologias educacionais e programas educativos de qualidade, o Ministério da Educação tem um Guia de Tecnologias Educacionais, composto por informações que auxiliam na gestão educacional como um todo. A ideia é que gestores e diretores de escolas identifiquem aquelas tecnologias que possam contribuir para a melhoria da educação em suas redes de ensino.
A Associação Brasileira de Tecnologia Educacional (ABT) também atua nesta frente e tem como objetivo principal a ampliação do uso das tecnologias educacionais nos processos de ensino-aprendizagem de todo o país. Segundo a ABT, ainda há resistência por parte de alguns profissionais da educação, que temem ser substituídos pela tecnologia. Mas é preciso saber que "tecnologia é apoio e não substituta da ação". Aliar tecnologia educacional a bons professores é a solução para o ensino, tanto da rede pública, quanto da rede particular. A partir do exposto, podemos concluir que o processo de uso da Informática na Educação, é um novo processo que visa auxiliar e aprimorar o processo de ensino/aprendizagem. Entretanto, mesmo que haja uma parcela de professores que sentem dificuldades mediante a este novo processo, é necessário que esses professores busquem novas alternativas para obter conhecimentos relacionados ao uso de recursos tecnológicos na Educação, e em especial destaca-se o computador.
Os dois novos projetos, BIOE e o Portal do Professor, que foram desenvolvidos pelo Ministério da Educação (MEC) visam auxiliar os diversos professores, que encontram dificuldades com relação ao uso da Informática na Educação. Desta forma, como são recursos que proporcionam fácil acesso, e que auxiliam o processo de ensino-aprendizagem, consequentemente, pode e devem ser inseridos pedagogicamente e didaticamente em atividades disciplinares ou interdisciplinares. No entanto, diante da diversidade de novos recursos digitais pedagógicos, que estão sendo disponibilizados, se faz necessário que o professor receba uma formação adequada para atuar com estes novos recursos digitais pedagógicos, sendo estimulado a trabalhar com esta nova prática, para que o processo educacional possa realmente ser renovado e aprimorado.
Entretanto, este artigo alerta sobre o uso de tecnologia para crianças com deficiências e a necessidade de ferramentas tecnológicas para auxilia-las em seu dia-dia na escola. Não adianta termos professores qualificados e preparados se não houver recursos e para isso à necessidade de ações bilaterais entre Comunidade e Estado para facilitar os que realmente necessitam, existem leis que protegem e amparam os deficientes para fazerem uso de recursos tecnológicos, no entanto, não a recursos ou profissionais para coloca-los em prática, esse tipo de situação já é um problema social e não mais uma necessidade inclusiva, pois todo tem os mesmos direitos perante a lei e a mesma deve ser cumprida em seu rigor, para que possamos viver em uma sociedade sem preconceito e com oportunidades iguais a todos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
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SCHLUNZEN, ELISA - Tecnologia Assistiva - Projetos, Acessibilidade e Educação a Distancia - Editora: PACO EDITORIAL.
FAGUNDES, L. C., SATO, L. S.; MAÇADA, D. L. Aprendizes do futuro: as inovações começaram. Cadernos Informática para
