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sábado, 11 de janeiro de 2014

BRAILE - PLANEJANDO AULA

   Esta atividade você deverá traçar um plano de atendimento educacional especializado para o seguinte caso:  ” Aluna com 12 anos, cega congênita, pois nasceu com glaucoma congênito; cursa a 7ª série do ensino fundamental II de uma escola particular. Apresenta comprometimento motor, com o lado direito prejudicado. Assim sendo, desconsidera a utilização deste membro. Em seu prontuário existe relatório de atendimento em fisioterapia dos 0 anos aos 3 anos de idade. Possui resíduo visual que a auxilia na mobilidade, mantendo um controle razoável do ambiente.”



Introdução:
É de suma importância para o desenvolvimento sensorial do aluno cego que as escolas tenham estratégias, recursos, currículos específicos para que atendam as necessidades específicas de aprendizagem de forma que assegure a conclusão do ensino fundamental, mesmo devido a deficiência desse aluno.
 A escola tem que deixar claro ao professor algumas estratégias de ensino para alunos cegos, como exemplo, impressoras Braille, como a Tiger Max. È importante que os professores procurem se qualificar na utilização de materiais utilizados no ensino a alunos cegos como o reglete, soroban, punção e máquina de datilografia, para que fosse possível a transcrição das atividades passadas em sala de aula para o Braille, podendo assim o aluno realizar suas atividades normalmente.
1-Objetivos e atividades do plano de Aluno Educação Especial - AEE.
- Ampliar as possibilidades de orientação e mobilidade da aluna para que a mesma tenha acessibilidade e autonomia nos diferentes espaços sociais.
-Realizar um percurso nas dependências do estabelecimento de ensino (caso essa aluna esteja iniciando nessa escola), para ensinar as diversas técnicas de orientação e mobilidade.       
-Realização de diversas brincadeiras para o desenvolvimento da orientação espacial.  Utilizando o Sistema Braile como principal meio de comunicação escrita no processo de aprendizagem quando houver necessidade. 
-Utilização de jogos para o ensino do braile.
-Utilização de jogos no DOSVOX Possibilitar o desenvolvimento de atividades de interação com o mundo para a formação de conceitos.
-Confecção de maquetes para exploração da aluna, de acordo a suas necessidades.
-Realização de visitas a alguns ambientes e estabelecimentos comerciais, cultural e artístico. Possibilitar atividades de vida diária, escrita cursiva, soroban e acesso às tecnologias de informação e outros.
-Realização de jogos que envolvam as operações para uso do soroban.                              
-Realização de jogos com o material dourado.
-Utilização de software para leitura e escrita de textos.
-Utilização de alguns jogos acessíveis no computador.
-Realização de atividades de vida diária: higiene pessoal, vestuário, alimentação e boas maneiras à mesa, cortesia social...
Desenvolver habilidades motoras finas.
- Agrupar objetos de acordo com suas formas;
- Recortar papéis de vários tipos: tiras largas, estreitas, curtas cumpridas e fazer uma composição artística com elas.
-Realização de modelagem de diversos objetos com massa de modelar ou argila, bem como modelar as formas geométricas, os números e as letras. Valorizar e incentivar o uso dos sentidos remanescentes: tato, audição, paladar e olfato.
-Utilização de livro de texturas.
- Acompanhar a aluna pelas dependências da escola para identificar os vários estímulos existentes localizando a fonte.
-Identificação de vários produtos pelo cheiro.
-Atividades no computador, para discriminação de sons.
-Utilização de karaokê para trabalhar a percepção auditiva e musical de forma dinâmica.
- Tocar instrumentos musicais da bandinha rítmica.
-Identificação dos instrumentos  musicais através dos sons.
 -Ouvir histórias e músicas, cantá-las e recontá-las posteriormente.
-Criar histórias orais a partir de objetos retirados da caixinha mágica.
 2. Organização do atendimento:
Período de atendimento: 1 ano
Frequência: 2 vezes por semana
 Tempo de atendimento: 2 horas
 Composição do atendimento: individual.
 3. Seleção de materiais e recursos a serem confeccionados, adaptados ou adquiridos para o aluno.
- Jogos adaptados: dominó, jogo da velha e outros;  
- Sorobã;
- Material dourado;
- Máquina braile;
- Livro de texturas;
- Softwares, Dosvox, laptop;
- Karaokê;
- Reglete e punção Diversos objetos em miniatura.
 4. Tipos de parcerias necessárias para aprimoramento do atendimento Gestor escolar, Professora da escola regular, Família, Colegas de turma e demais profissionais da escola.
5. Avaliação dos resultados:
- 1.Indicação de formas de registro Observações de campo, registro escrito e entrevistas com a família e professora da escola regular.
- 2. Resultados esperados diante dos objetivos e das ações desenvolvidas do Plano de AEE. Diante a realização das atividades propostas, espera-se que todos os objetivos sejam alcançados para que a aluna possa ser ainda mais, uma criança autônoma, independente, inteligente e feliz. Que ela possa ser atendida em suas necessidades educacionais especiais e assim possa eliminar as barreiras atitudinais curricular e física que se apresentam em seu percurso estudantil e social.
- 3. Reestruturação do Plano: Este será realizado de acordo a  necessidade que ora venha se apresentar no decorrer do atendimento.    

BIBLIOGRAFIA:



APÓS ASSISTIR AO VÍDEO DE CIPRIANO LUCKESI "AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM", POSICIONE-SE COM SUA OPINIÃO



Como é tratada a tese de Luckesi, a educação aos seus longos anos, vem sofrendo mudanças, porém essas mudanças são lentas.
Sou a favor da tese de Luckesi, pois devemos avaliar o aluno com muito rigor e saber o que estamos avaliando, como e quando avaliar.
 A prova escrita não é a única maneira e nem deve ser, para avaliar seu aluno, pois, até o século XX, o aluno era avaliado por uma prova escrita e assim se não obtivesse a nota esperada era reprovado.
Hoje o aluno do século XXI, é tecnológico, faz o uso dessa ferramenta com muito mais facilidade do que o professor que é do século XX. Buscar conhecimento e propor atividades criativas e fazer o uso de novas ferramentas de trabalho como as Tecnologias de Informação “TI”, é uma grande alternativa para trabalhar o desenvolvimento do conhecimento no aluno.
Quando o professor faz uma avaliação deve sempre ter critérios avaliativos, tanto qualitativo como quantitativo.
O papel da avaliação é servir de base para o professor, pois este deve sempre usa-la de forma a verificar se o resultado obtido pelo aluno foi atingido e quais os pontos que devem ser melhores trabalhados.
O fracasso de um aluno, em uma avaliação pode ser do professor e este por muitas vezes não as reconhece, usando explicações como falta de comportamento e interesse do aluno, para justificar tal ato.
O grupo gestor e coordenação de uma escola deve sempre tentar proporcionar subsídios para que o professor possa desenvolver de maneira adequado a proposta de trabalho com os alunos e também acompanha-las.
Entretanto, por mais que se fale em modos e técnicas de avaliação, ainda há muitas resistências entre os professores, que não abre mão de apenas avaliar o aluno pela a “prova mensal e/ou bimestral”, mas não faz o uso dessa ferramenta tão importante e que tem um papel fundamental, para auto se avaliar e propor possíveis mudanças, na forma de ensinar.


AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM - CIPRIANO LUCKESI

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO E SUA NECESSIDADE

POR QUE AVALIAMOS E QUAL A SUA  IMPORTÂNCIA


A avaliação são métodos que servira como parâmetro, aonde terá como base na construção do conhecimento dentro da realidade em que o educando encontra-se, mas também não podemos esquecer que a avaliação é um método eficaz tanto para identificar falhas no processo de ensino/aprendizagem, assim como, avaliar o que o educador esta fazendo e se seu trabalho esta alcançando os objetivos propostos, identificando pontos fracos, pontos fortes e potencialidades, além de compreender os significados do conjunto de suas atividades para melhorar a qualidade educativa e alcançar maior relevância social.
Através de situações problemas propostas podemos identificar a que nível encontra esses educando, no que permeia o conhecimento da série/ano em que se encontra, e assim, poder elaborar estratégias para a evolução do ensino-aprendizagem. Também é importante que o educador saiba lidar com os educando de grau de dificuldades e conhecimentos diferentes, pois, faz com que ele se planeja de maneira adequada para que possa atingir a qualidade de ensino que pretende.
Dependendo dos resultados advindos das avaliações o educador devera se questionar aonde esta acertando ou aonde esta errando, e qual a parcela de educando que estão compreendendo/entendendo suas informações transmitidas e o que fazer para atingir os demais que não estão acompanhando.
O processo de avaliar vai alem da antiga “prova”, hoje devemos avaliar o educando diariamente em todos os seus aspectos, e procurar com a mais rapidez possível identificar suas falhas e as trabalhar de forma com que o mesmo não se sinta excluído.
Portanto, como educador sempre, procuro novas maneiras de levar até o educando diferentes formas do conhecimento. Assim, sempre estou interagindo e sabendo qual a dificuldade de cada um, e como trabalhar com essas. Costumo sempre ao planejar e colocar uma atividade em pratica, buscar trabalhar o conteúdo de forma aonde o educando me auxilie com que ele já possui de conhecimento “conhecimento prévio” como base para resolução da atividade, tornando assim a aula mais atrativa e fazendo com que os educando tornem se participativo, assim, não me sinto perdido na elaboração e transmissão de novos conhecimentos, pois dessa maneira consigo identificar suas possíveis falhas no aprendizado.


PLANEJANDO AULA

A importância de planejar uma aula é para ter ferramentas aonde auxilie o professor a identificar falhas no ensino aprendizado e se o objetivo da aula foi atingido.

Segue abaixo exemplos de um  plano de aula de disciplinas diferentes. 


CIÊNCIAS
Educação Infantil                         Faixa etária: 5 anos
Tema: Meio ambiente                Titulo: “Água  –  cuidar para não faltar”
Duração: de 6 a 8 aulas de 50 minutos cada, a depender do tempo da turma. As aulas podem ser distribuídas durante a semana.
Introdução
A escassez de água ao redor do planeta indica que a preservação do recurso deve ser praticada e disseminada em todos os países, independentemente da reserva que possuem. Os próximos 50 anos serão decisivos, pois as projeções apontam que, nesse prazo, metade da população mundial conviverá com a falta de água caso nenhuma providência seja tomada. Portanto, hoje, mais do que nunca, toda criança deve aprender, desde cedo, a importância da preservação desse recurso natural indispensável à vida. Nesta sequência, o consumo consciente será abordado com base na observação da quantidade de água usada na escola.
Objetivos
  • Levar a criança a compreender a natureza, a ação do homem sobre ela e as consequências dessa interferência no dia a dia.
  • Estimular a reflexão individual e coletiva dos alunos sobre problemas ambientais.
Desenvolvimento 
1ª etapa
Em roda de conversa, lançar a seguinte questão, como tema disparador: O que você faria se a água de sua casa acabasse? O professor deverá registrar num cartaz as hipóteses levantadas. Conduzir a conversa objetivando mostrar às crianças a importância do tema. Em seguida, questionar sobre “quais atividades domésticas vocês conhecem que precisam de água?” – independentemente de ser tratada, filtrada ou mineral. Conforme as sugestões surgirem, anote-as em cartazes de papel craft ou reserve algumas revistas para que as crianças procurem imagens das ações e colem nos cartazes. Provavelmente a lista conterá itens como lavagem de roupa, de louça e de mãos, banho e escovação de dentes. Como o uso doméstico não varia muito (ao menos em áreas urbanas), conversar sobre essas atividades ajudará a turma a perceber que as famílias utilizam a água de modo semelhante. Caso surja alguma colocação sobre o preparo de alimentos, pergunte às crianças quanto de água elas acham que se usa com essa finalidade. Esse dado poderá ser retomado na terceira aula da sequência.
2ª etapa
Depois de refletir sobre o consumo de água em casa, é importante que as crianças pensem e conversem também sobre o uso do recurso na escola. Para isso, reserve um momento da aula para levar a turma até uma pia de uso comum. Lá, peça que cada um lave as mãos com apenas 200 ml de água, medida correspondente a um copo de plástico de tamanho pequeno. Oriente-os a não desperdiçar, pois não será permitido emprestar a água de um colega, caso alguém fique sem. Ao final da atividade, pergunte a eles como foi a experiência. É fácil lavar as mãos com essa quantidade de água? Deu para retirar a espuma do sabonete? As mãos ficaram realmente limpas? Depois que os alunos fizerem suas colocações, conte a eles que, em muitos locais do mundo (inclusive do Brasil), essa é a quantidade de água disponível para uma semana inteira – e não apenas para lavar as mãos, mas para todas as ações cotidianas.

3ª etapa
Convidar as crianças a acompanhar a limpeza da escola e a produção de alimentos na cozinha para verificar a quantidade de água utilizada nessas ações (combine previamente com os funcionários de apoio o melhor momento para realizar a atividade). Em relação à limpeza, a quantificação do volume pode ser feita, por exemplo, a partir da contagem de baldes com água que foram usados – se possível, baldes cuja capacidade em litros seja conhecida. Já na cozinha, as crianças podem acompanhar o cozimento de alimentos como arroz e feijão e conhecer, com a ajuda da merendeira, a quantidade de água usada no processo. Ao voltar para a sala de aula, perguntar à turma se foram encontradas situações em que a água parecia ser desperdiçada. Se sim, quais foram essas situações? Questionar ainda se as crianças viram algum exemplo de economia e de bom uso do recurso. A partir disso, você pode propor as seguintes atividades avaliativas:
1-      Distribuir imagens de jornais e revistas que mostrem desperdício e economia de água (as imagens devem estar misturadas) e pedir que as crianças separem o material em dois grupos, de acordo com o bom e o mau uso do recurso. Ao final da seleção, a turma pode colar as imagens em cartolinas separadas.
Objetivo:
  • Constatar se houve compreensão dos conceitos desperdício e economia.

2-      Roda de conversa para relembrarmos o que sabíamos e o que aprendemos sobre o tema, as crianças poderão recorrer aos cartazes confeccionados durante as atividades.
Objetivo:
  • Identificar as aprendizagens adquiridas durante o processo.
3-      Propor a produção de panfletos (para distribuir posteriormente) contendo dicas para evitar o desperdício. As crianças poderão registrar através da escrita e ilustrar com desenhos e/ou recorte e colagem.
Objetivo:
  • Registrar as aprendizagens adquiridas durante o processo sobre como evitar o desperdício.
4-      Socializar as aprendizagens com pais, funcionários e demais turmas através de exposições orais, utilizando os cartazes produzidos durante o projeto e entrega dos panfletos confeccionados por eles.
Objetivo:
  • Multiplicar as informações, conscientizando a comunidade sobre a importância da água e sua preservação.
Avaliação e seus objetivos
Após cada etapa o professor poderá propor uma roda de conversa objetivando verificar o que e como o aluno aprendeu e registrar. Os registros podem ser feitos no cartaz para que todos saibam o que aprenderam durante a atividade ou em seu caderno de registros, bem como solicitar um registro feito pela criança ou em pequenos grupos (desenho, recorte e colagem, modelagem ou registro escrito, caso esteja alfabetizado).
É importante verificar se a turma compreendeu que certas atividades humanas provocam o desperdício da água e que essa perda deve ser evitada. Você pode fazer essa verificação observando as falas de cada criança ao longo das conversas sobre o tema, analisando o material produzido nas últimas aulas e até mesmo acompanhando possíveis mudanças no comportamento dos pequenos em relação ao consumo de água, como fechar a torneira ao escovar os dentes, não deixar a água correr à toa ao lavar as mãos e corrigir uns aos outros caso presenciem algum tipo de desperdício.

HISTÓRIA
Tema:a escola de hoje e a escola do passado
O conteúdo será apresentado em 2 aulas de 50 minutos, para crianças de 5 anos do Ensino Infantil. O objetivo da aula é apresentar o tema, mostrando e fazendo-os observar e refletir sobre as diferenças nele implicadas.
1. Aula:
Em uma roda de conversa levar uma caixa surpresa contendo uma foto ou algo que identifique para a criança a sua escola, além de algumas fotos de alunos e escolas do passado. Antes de abrir a caixa conversar com as crianças informando que nela está contido algo que está relacionado ao direito que a criança tem de ter educação e nisto abrirei e mostrarei a foto da escola deles.
Perguntar : o que é isso? todas as crianças do Brasil têm escola ? Crianças de 5 anos podem ficar sem escola ? Quando ficam, o que fazem? Entre outras.
Feito isso, após escutar as respostas das crianças, fazer um levantamento de forma coletiva, das atividades que são realizadas na escola todos os dias, incluindo os espaços que as mesmas possuem.
Após isso fazer a pergunta: SERÁ QUE A ESCOLA SEMPRE FOI DO JEITO QUE É HOJE?
Deixar que as crianças apresentem suas ideias e suposições, justificando-as e contar nesse momento, como era a escola no tempo do professor (a), e antes dele.
Abrir a caixa novamente e mostrar imagens de escolas de antigamente, os uniformes, as filas, salas de aula, parque, quadras, etc. Perguntar a eles se eles acham que tinham laboratório de informática naqueles tempos, se existiam bibliotecas, se existiam dentistas, como eram as aulas de educação física, e outras mais que forem acontecendo conforme os alunos forem interagindo.
Feita a discussão, entregar para eles uma folha que levarão para casa para preencherem com a pessoa mais velha que eles conheçam, fazendo a pesquisa se a escola sempre foi assim, como é hoje.
Será informado na ficha como os pais/avós deverão preencher, mas explicado também aos alunos para estarem presentes na conversa com seus familiares pois eles compartilharão as respostas para a classe, na próxima aula. Caso seus familiares tenham fotos da época serão orientados a trazer para tornar a atividade mais interessante e significativa.
2. Aula:
Com as entrevistas em mãos, solicitar que um aluno de cada vez conte quem entrevistou e algo curioso que descobriu sobre a escola de antigamente. Caso o aluno não lembre algo que esteja escrito, colocar na roda de conversa por eles.
Caso não apareça em nenhuma ficha, explicar para eles que antigamente as crianças só iam para escola com 7 anos para aprender a ler e escrever, bem como a existência de disciplina rígida e a existência de castigos para os alunos que não se comportavam de acordo com as regras.
Apontar também aspectos positivos caso ninguém mencione, bem como chamar a atenção para os elementos que se mantiveram, como por exemplo disposição das carteiras em fileiras, presença de lousa e giz, entre outros, enquanto outros mudaram radicalmente, como salas de informática, piscinas, parques com brinquedos, e o que mais lembrar que não existia antigamente.
Fazer uma lista do que há na escola deles hoje, e o que costumam fazer diariamente, mostrando que há uma rotina e que ela é importante para que possam aproveitar tudo o que a escola oferece.
Depois de organizar a lista marcar o que mudou da escola de antigamente, para que possamos voltar à questão inicial e responder: SERÁ QUE A ESCOLA SEMPRE FOI DO JEITO QUE É HOJE?
Elaboraremos um texto coletivo com as conclusões que os alunos chegaram.
Terminar a aula com uma conversa explicando a importância de estudar, que é um direito e que deve ser respeitado, reforçando a ideia de que a criança não deve trabalhar e sim estudar.
Nesta abordagem, a avaliação acontece pela observação e escuta da voz dos alunos, e tem por objetivo verificar como eles assimilam a passagem do tempo e se eles detém a noção das mudanças ocorridas com essa passagem, levando-se em consideração sua faixa etária.

GEOGRAFIA
 5ºAno
Tema: Como explorar as diferentes paisagens brasileiras com o filme "O Caminho das Nuvens".
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 Introdução
Em O Caminho das Nuvens, pai, mãe e cinco filhos da Paraíba saem de seu estado com destino ao Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor, repetindo um ciclo de migração que o Brasil conhece bem há décadas. Mas, por falta de dinheiro, eles percorrem os 3,2 mil quilômetros do percurso de bicicleta. "Além de discutir o processo da migração interna, as imagens também revelam aos alunos a diferença da paisagem em cada estado por onde passam os protagonistas", afirma a professora Aline Souza Melo, que leciona nos colégios Nova Escola e I. L. Peretz, ambos em São Paulo.

Objetivo
Observar as mudanças da paisagem (construções e natureza) e dos modos de vida (roupas, costumes e tecnologia) ao longo do tempo.

Conteúdo
Paisagem, espaço e lugar.
 Trechos selecionados
Foco no início do filme, que ilustra a realidade da família na Paraíba e as cenas que mostram as mudanças de cenário à medida que os personagens avançam (cena 1 - 1m30s a 9m10s; cena 2 - 16m57s a 21m55s; cena 3 - 24m04s a 25m08s; cena 4 - 35m16s a 39m25s; cena 5 - 51m51s a 53m45s). O fim do filme, quando chegam ao destino (cena 6 - 1h10m20 a 1h18m00s).

Atividade
Distribuir um roteiro de observação do filme com alguns itens para direcionar o olhar dos estudantes sobre paisagem, relações familiares, cultura, condições de trabalho e objetivo da família. Exibir os trechos do filme e, no fim, peça que escrevam sobre o desenvolvimento de cada estado, as condições das estradas, o estilo das construções, aspectos que mostrem a desigualdade social, o papel de cada um na família e a importância da obediência aos pais. Questionar também o que eles acham sobre o pensamento fixo da família em mudar de cidade e melhorar a qualidade de vida. Sistematizar as respostas no quadro e organizar uma discussão coletiva.
Avaliação - objetivos
Analisar se os alunos tiraram do filme as informações solicitadas, suas percepções e como se saem no debate.

CONSIDERAÇÕES 
Este trabalho abrange a educação infantil e o ensino fundamental, optamos por essa variedade para aproveitar as diferentes disciplinas dos integrantes do grupo, bem como as diferentes faixas etárias com as quais cada um de nós está trabalhando no momento. Além disso, o curso de pedagogia nos habilitará a trabalhar como gestores, e devemos, portanto, lidar desde já com alunos de todas as idades.
Gostaríamos de destacar que a atividade foi bastante rica para o grupo, não somente pela variedade mencionada acima e pela interação entre os componentes, como também pela pesquisa que empreendemos com relação às disciplinas e pela elaboração das avaliações. Pensar nos objetivos de se avaliar utilizando qualquer um dos instrumentos de avaliação, é algo que deve ser parte indissociável do trabalho pedagógico, em qualquer área do conhecimento e para qualquer faixa etária.
Concluímos que a avaliação deve ser orientadora, deve gerar conhecimento e ações pedagógicas e que uma avaliação bem realizada pressupõe objetivos claros sobre o que exatamente pretendemos avaliar (e aprender). Essa visão é fundamental e sem ela, nosso trabalho como professores perde muito de seu propósito, pois trabalhamos para ver o crescimento de nossos alunos e este depende de um constante processo avaliativo.


ARTIGO - TECNOLOGIA ASSITIVA

TECNOLOGIAS ASSITIVAS E INFOTMÁTICA - FERRAMENTA FACILITADORA DA INCLUSÃO NAS ESCOLAS E NA MELHORIA DE VIDA DO DEFICIENTE





RESUMO:
Como hoje é visto e quais são os recursos que temos sobre Tecnologia Assistiva e como esses são utilizados, já que “é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas - CAT).
Palavras-chave: tecnologia assistiva, recursos para deficientes nas escolas, tecnologia de inclusão.
ABSTRACTY: As today is seen and what resources we have on Assistive Technology and how these are used, since "it is an area of knowledge, feature interdisciplinary, encompassing products, resources, methodologies, strategies, practices and services that aim to promote functionality related to the activity and participation of people with disabilities, disability or reduced mobility, seeking autonomy, independence, quality of life and social inclusion "(ATA VII - Committee on Technical Assistance - CAT).
INTRODUÇÃO:
Este artigo tem a finalidade de abordar e mostrar algumas ferramentas utilizadas na educação para os alunos deficientes. O tema “Inclusão Social” e “Tecnologia Assistiva” estão cada vez mais em pauta neste novo século. Isso reflete o desejo de igualdade que a sociedade busca, e um dos meios de conquistá-la é através da luta e pela prática da Justiça. Para isso é necessário que também estejamos bem informados, principalmente a respeito dos nossos direitos e deveres, base fundamental para a construção desta tão sonhada igualdade que almejamos.
Nas questões que envolvem as pessoas com deficiência os desafios neste sentido são ainda maiores. O ultimo censo do IBGE revelou que temos nada menos que 45 milhões de cidadãos com algum tipo de deficiência ou com mobilidade reduzida em nosso País. Uma população do tamanho do Estado de São Paulo.
O Brasil é o país da diversidade. Ela está em nossa cultura, música, arte e em nosso povo, nos dá identidade, nos faz especiais. Somos mais de 190 milhões de brasileiros, cada qual com características únicas. Ao mesmo tempo, a igualdade é um dos nossos direitos fundamentais, garantido pelo artigo 5º da Constituição. Por isso, devemos ver as pessoas com deficiência como mais uma manifestação da nossa diversidade.
A Constituição Federal do Brasil, instituída no dia 5 de outubro de 1988, assegura o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento e a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos.
 “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade”
Artiigo 5º da Carta Magno



TECNOLOGIA ASSITIVA (TA)
Tecnologia Assistiva (TA)é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover Vida Independente e Inclusão.
RECURSO DE TECNOLOGIA ASSITIVA
Os Recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob medida utilizada para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Os Serviços são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos.
Recursos podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente.
Serviços são aqueles prestados profissionalmente à pessoa com deficiência visando selecionar, obter ou usar um instrumento de tecnologia assistiva. Como exemplo, podemos citar avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos. Os serviços de Tecnologia assistiva são normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas, tais como: Fisioterapia, Terapia ocupacional, Fonoaudiologia, Educação, Psicologia, Enfermagem, Medicina, Engenharia, Arquitetura, Design e Técnicos de muitas outras especialidades.
Encontramos também terminologias diferentes que aparecem como sinônimos da Tecnologia Assistiva, tais como “Ajudas Técnicas”, “Tecnologia de Apoio“, “Tecnologia Adaptativa” e “Adaptações”.

F123 LANÇA NOVO SOFTWARE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
O Brasil tem 6,5 milhões de pessoas com baixa visão e 506 mil cegos, segundo o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dentro desse contexto, um número significativo delas tem dificuldade de lidar com tecnologia.
Para diminuir esse problema, o F123, negócio social que desenvolveu um software de baixo custo para inclusão de deficientes visuais -- a que mais atinge os brasileiros (23,9%)--, lançou uma nova versão com dicas para principiantes.
"Parte do nosso desafio está focado no usuário, por isso fizemos essa atualização com mais apoio técnico e também capacitação", diz o empreendedor social Fernando Botelho, sociólogo criador do programa e vencedor do Prêmio Folha Empreendedor Social de Futuro 2012.

A nova versão conta com menu simplificado, que contém aplicativos básicos e atalhos mais usados, versões atualizadas de todos os aplicativos, como leitor, ampliador de tela, navegador web e aplicativos do pacote Office, e ainda sistema de capacitação a distância para apoio nos cursos presenciais. 
O programa, disponível em português, inglês e espanhol, tem como potenciais clientes 35 milhões de pessoas com deficiência visual. Criado para ajudar esse público a desenvolver atividades no ambiente de trabalho e na escola, o F123 tem o custo de R$ 250 a R$ 350, enquanto os programas tradicionais custam de R$ 1.600 a R$ 4.500.
Além do preço e da versão mais acessível, o F123 também tem outro diferencial. O programa pode ser instalado no computador e também no pen-drive. Dessa forma, a pessoa nem precisa ter seu próprio computador para usá-lo. Basta levar no pen-drive e instalar onde quiser.

LEIS COMPROVAM OS DIREITOS DOS DEFICIÊNTES
 Algumas leis que garantem o direito de todos á educação inclusiva:
-Convenção Internacional sobre os direitos das pessoas com deficiências;
-Constituição Federal da Republica, principalmente os artigos 6º, 205, 206 e 208;
- Lei 9.394/1996 – artigo 24 e 44 (estabelece as diretrizes e bases da educação nacional);
-Lei 7.853/1989 – artigo 2º, 8.112/1990 (que prevê como CRIME a recusar de suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, em razão de sua deficiência – artigo 8º, I);
-Código Penal, artigo 246 (os pais que não matricularem os filhos em idade escolar no ensino fundamental cometem o crime de abandono de intelectual)
A Lei nº 1038, essa lei cria a primeira Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Brasil.
A disseminação do conceito de “Acessibilidade”, como ampliar o Decreto 5296/04 que tem a finalidade de fazer com que todos os municípios façam e desenvolvam planos de acessibilidades em espaços públicos.
Hoje também os projetos de habitações apoiado e desenvolvidos, sejam estes pela União e/ou pelos Estados, devem seguir uma padronização aonde as edificações devem ter acesso a cadeira de rodas, estrutura para locomoção também de deficientes visuais ou com dificuldades de locomoção.
O Governo Federal e Estadual vem cada vez mais investindo em TA, com concessões de órteses e próteses, habilitação acessível, transporte e entorno acessíveis, escola acessível, Bancos Federais e Estaduais que possibilitam linhas de credito para a compra de equipamentos de TA.
Entretanto, existem as leis que dá prioridade aos deficientes, porém, o Estado não tem condições necessário para oferecer esse suporte a todos que necessitam, seja por morosidade do sistema, ou por falta de investimento dos governantes.
TA NAS ESCOLAS E SUA RELAÇÃO COM O PROFESSOR
As leis foram feitas para serem cumpridas e respeitadas, porém, a grande maioria das escolas da rede pública do Brasil não está equipada para receber o aluno Estudantes Público-Alvo da Educação Especial (EPAEE) na sala de aula. Seja, por falta de equipamento ou por falta de mão de obra, pois são poucos educadores que tem especializações nesta área. Muitas das vezes o aluno EPAEE é matriculado em uma escola e esta não tem nenhum suporte para fazer com que ele se sinta incluído no ambiente escolar. Relatos de professores que dizem não saber como trabalhar ou como realizar atividades com os alunos EPAEE são fortes e também comovente, pois o professor no uso de sua função de educar não quer deixa-lo para trás em relação aos outros alunos não deficientes.
Existem, programas do MEC e das Secretarias Estaduais da Educação por todo o Brasil, para preparar professores a receber e como trabalhar esse aluno EPAEE, porém, a grande maioria do professorado brasileiro é mal remunerado, e precisando trabalhar às vezes em dupla jornada para poder sobreviver, justificando assim a falta de tempo e interesse por especializações na área.
Porém, acompanhando o processo de mudanças, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001, no artigo 2º, determinam que:
Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educando com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001).

RECURSOS DE TA NAS ESCOLAS
Atualmente, a sociedade do conhecimento, como é denominada por diversos autores, utiliza o computador para trabalhar, ter lazer, adquirir informação, para uso domestico e para obter conhecimento. E no contexto educacional, não poderia ser diferente, pois por meio dos recursos que o computador disponibiliza aos seus usuários, as atividades pedagógicas também podem ser realizadas, buscando aprimorar e auxiliar a construção do conhecimento.
Desta forma, destacamos o uso do computador na educação que busca agilizar as diversas atividades que podem ser realizadas ao longo do dia-a-dia escolar. Pais (2008, p.29) afirma que:
[...] A inserção dos recursos tecnológicos da informática na educação escolar pode contribuir para a melhoria das condições de acesso à informação, minimiza restrições relacionadas ao tempo e ao espaço e permite agilizar a comunicação entre professores, alunos e instituições. Além disso, torna-se possível trabalhar com softwares específicos para todas as disciplinas.
O Banco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE) - é um espaço onde o professor poderá encontrar diversos tipos de Objetos educacionais (OE), vídeos, imagens, músicas, sugestões de aulas e etc. Os Objetos Educacionais (OE), pode ser definido como sendo,
 "... um recurso pedagógico que visa auxiliar, subsidiar e aprimorar o processo de ensino e aprendizagem e pode ser utilizado por alunos e diferentes profissionais ligados à Educação". Tarouco (2003)
Entre os OE podemos encontrar, por exemplo, Vídeos, Simulações e Objetos de Aprendizagem (AO) – ou seja, recursos que podem se adequar significativamente aos diversos momentos da  prática pedagógica.
Já os OA são softwares educacionais que podem ser utilizados na escola, como recurso pedagógico para desenvolver determinados conteúdos conceituais de forma atrativa, dinâmica e muitas vezes lúdica.
Existem alguns recursos de acessibilidade e softwares que são construídos com o objetivo de contribuir, facilitar ou ampliar as possibilidades de igualdade de oportunidades para EPAEE, que são:
DOSVOX é um sistema para microcomputadores que se comunica com o usuário através de síntese de voz, viabilizando, deste modo, o uso de computadores por deficientes visuais, que adquirem assim, um alto grau de independência no estudo e no trabalho.
O Mecdaisy possibilita a geração de livros digitais falados e sua reprodução em áudio, gravado ou sintetizado. Apresenta facilidade de navegação pelo texto, permitindo a reprodução sincronizada de trechos selecionados, o recuo e o avanço de parágrafos e a busca de seções ou capítulos. 
Teclado Amigo é um conjunto de diversos programas que visam permitir o acesso ao computador por pessoas que não poderiam controlar efetivamente o teclado e o mouse devido a limitações físicas.
HagáQuê foi desenvolvido de modo a facilitar o processo de criação de uma história em quadrinhos por uma criança ainda inexperiente no uso do computador, mas com recursos suficientes para não limitar sua imaginação. E, como resultado do crescente uso por pessoas com deficiência, o software vem passando por um processo de reformulação visando melhorar sua acessibilidade.
RECURSOS DE ACESSIBILIDADE DO WINDOWS este é um recurso em que você pode manusear os recursos de acessibilidade que o sistema operacional Windows oferece. Vale a pena conhecer. 
 Boardmaker, que usa recursos de Comunicação Alternativa (CA) para criação de pranchas de comunicação. Este é um software que vem sendo bastante disponibilizado nas SRM, no entanto, ele ainda não é um software livre, sendo assim, é comercializado e não há como fazer download pela Internet, pois seu acesso se dá apenas com o CD de instalação.
Existem outros endereços na internet que o professor poderá estar buscando informações de como trabalhar atividades e quais são os objetivos, o “rived” é um programa da Secretaria de Educação a Distância - SEED, que tem por objetivo a produção de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de aprendizagem. Tais conteúdos primam por estimular o raciocínio e o pensamento crítico dos estudantes, associando o potencial da informática às novas abordagens pedagógicas.  
SALA DE RECURSO MULTIFUNCIONAL
De acordo com a definição proposta pelo Comitê de Ajudas Técnicas (CAT), tecnologia assistiva é:
"é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.” (CAT, 2007)
A tecnologia assistiva é um recurso ou uma estratégia utilizada para ampliar ou possibilitar a execução de uma atividade necessária e pretendida por uma pessoa com deficiência. Na perspectiva da educação inclusiva, a tecnologia assistiva é voltada a favorecer a participação do aluno com deficiência nas diversas atividades do cotidiano escolar, vinculadas aos objetivos educacionais comuns. São exemplos de tecnologia assistiva na escola os materiais escolares e pedagógicos acessíveis, a comunicação alternativa, os recursos de acessibilidade ao computador, os recursos para mobilidade, localização, a sinalização, o mobiliário que atenda às necessidades posturais, entre outros.
RERCURSOS DE TA NO ESPORTE NAS ESCOLAS
O comitê de Apoio ao Paradesporto foi instituído no âmbito da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência pelo Decreto nº 53.603 de 23 de outubro de 2008. Estabeleceu como principal incumbência a elaboração, acompanhamento e avaliação do Plano de Ação Paradesportivo do Estado de São Paulo e quer assegurar o direito de participação das pessoas com deficiência nas atividades de esporte e lazer oferecidas no Estado.
Entretanto, as escolas públicas em sua maioria que recebem alunos EPAEE, mas não tem nenhum tipo de recursos para trabalhar o desenvolvimento motor deste. Em aulas de educação física o aluno EPAEE fica no canto da quadra de esporte, sem nenhuma participação ativa na pratica esportiva.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O termo tecnologia educacional e assistiva remete ao emprego de recursos tecnológicos como ferramenta para aprimorar o ensino. É usar a tecnologia a favor da educação, promovendo mais desenvolvimento socioeducativo e melhor acesso à informação.
O grande aparato que traz inúmeros benefícios sociais e educacionais é o computador. Incorporá-lo aos processos pedagógicos é o que podemos chamar de informática educacional. Com o computador, vem o mundo cheio de possibilidades da internet que, bem utilizada, pode facilitar demais o aprendizado de qualquer conteúdo ou matéria escolar. A internet pode levar o aluno a lugares aonde, talvez, ele jamais chegaria, ou não tão rapidamente; propicia o acesso a bibliotecas internacionais, pessoas de outras culturas, outras línguas, ilustrações de mapas, países, vídeos sobre o passado e até sobre o futuro.
Essa dinâmica provoca e estimula o aluno a querer mais. O começo é de e-mails, chats, pesquisas básicas. Depois, com a ajuda fundamental dos professores, eles podem avançar para jogos educativos, uso de softwares educacionais, redes sociais específicas, salas de aula virtuais. Em escalas superiores, é possível falar em cursos à distância. Não falta opção quando falamos em tecnologias educacionais. Com elas, a curiosidade é aguçada e os caminhos ficam bem mais acessíveis. Neste sentido, faz-se necessário rever os conceitos da educação inclusiva, pois ela é o principal alicerce para o desenvolvimento social das pessoas com deficiência. Entretanto se deve ressaltar que deixar um aluno com necessidades educativas especiais em uma sala regular e não atender as suas necessidades, não é inclusão, pois as dificuldades existem e quando passamos a observá-las de forma crítica o trabalho, pode ser mais bem planejado.
Portanto é essencial que o poder público, federal, estadual e municipal encare os problemas referentes à educação para todos de frente, não como um favor a nós e sim como uma obrigação para todos, obrigação esta que deve ser cumprida.
Sabe-se que tratar de Inclusão Escolar de fato ainda é divergente, não se tem um único método, ou formula para ter êxito no que tange a proposta inclusiva. Propor medidas, conceitos e reavaliações educacionais sobre como ensinar e como aperfeiçoar os docentes para esse tipo de educação torna-se a ferramenta imprescindível ao alcance dos objetivos que a escola inclusiva propõe ao aluno deficiente.
Muitas cidades brasileiras, principalmente as grandes capitais, já desfrutam da Tecnologia Educacional para o Ensino Público. Porém, o avanço da tecnologia educacional no Brasil encontra ainda alguns obstáculos como falta de estrutura das escolas, dificuldade no acesso a essas novas tecnologias, e até a falta de preparo de gestores e dos próprios professores.
Para impulsionar o sistema público de ensino na busca por mais tecnologias educacionais e programas educativos de qualidade, o Ministério da Educação tem um Guia de Tecnologias Educacionais, composto por informações que auxiliam na gestão educacional como um todo. A ideia é que gestores e diretores de escolas identifiquem aquelas tecnologias que possam contribuir para a melhoria da educação em suas redes de ensino.
A Associação Brasileira de Tecnologia Educacional (ABT) também atua nesta frente e tem como objetivo principal a ampliação do uso das tecnologias educacionais nos processos de ensino-aprendizagem de todo o país. Segundo a ABT, ainda há resistência por parte de alguns profissionais da educação, que temem ser substituídos pela tecnologia. Mas é preciso saber que "tecnologia é apoio e não substituta da ação". Aliar tecnologia educacional a bons professores é a solução para o ensino, tanto da rede pública, quanto da rede particular. A partir do exposto, podemos concluir que o processo de uso da Informática na Educação, é um novo processo que visa auxiliar e aprimorar o processo de ensino/aprendizagem. Entretanto, mesmo que haja uma parcela de professores que sentem dificuldades mediante a este novo processo, é necessário que esses professores busquem novas alternativas para obter conhecimentos relacionados ao uso de recursos tecnológicos na Educação, e em especial destaca-se o computador.
Os dois novos projetos, BIOE e o Portal do Professor, que foram desenvolvidos pelo Ministério da Educação (MEC) visam auxiliar os diversos professores, que encontram dificuldades com relação ao uso da Informática na Educação. Desta forma, como são recursos que proporcionam fácil acesso, e que auxiliam o processo de ensino-aprendizagem, consequentemente, pode e devem ser inseridos pedagogicamente e didaticamente em atividades disciplinares ou interdisciplinares. No entanto, diante da diversidade de novos recursos digitais pedagógicos, que estão sendo disponibilizados, se faz necessário que o professor receba uma formação adequada para atuar com estes novos recursos digitais pedagógicos, sendo estimulado a trabalhar com esta nova prática, para que o processo educacional possa realmente ser renovado e aprimorado.
Entretanto, este artigo alerta sobre o uso de tecnologia para crianças com deficiências e a necessidade de ferramentas tecnológicas para auxilia-las em seu dia-dia na escola. Não adianta termos professores qualificados e preparados se não houver recursos e para isso à necessidade de ações bilaterais entre Comunidade e Estado para facilitar os que realmente necessitam, existem leis que protegem e amparam os deficientes para fazerem uso de recursos tecnológicos, no entanto, não a recursos ou profissionais para coloca-los em prática, esse tipo de situação já é um problema social e não mais uma necessidade inclusiva, pois todo tem os mesmos direitos perante a lei e a mesma deve ser cumprida em seu rigor, para que possamos viver em uma sociedade sem preconceito e com oportunidades iguais a todos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
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